# Perigos do consumo do sal

Apesar do sódio ser um nutriente essencial para o ser humano, o seu consumo é notoriamente excessivo em vários países, incluindo Portugal.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de menos de 2 gramas de sódio, ou 5 gramas de sal por dia, mas verificou-se que os portugueses ingerem, em média mais do dobro dessa quantidade.

Na verdade, verificou-se que Portugal é um dos países com maior prevalência de hipertensão e de mortalidade cerebrovascular, o que parece estar associado ao consumo excessivo de sal.

Ficou ainda comprovado que a ingestão excessiva de sal está associada a um aumento do risco de um número significativo de problemas de saúde, incluindo:

  • Tensão arterial elevada
  • Doenças cardiovasculares, incluindo ataques cardíacos e acidente vascular cerebral.
  • Problemas renais, incluindo diminuição do funcionamento renal.
  • Cálculos renais (pedras nos rins).
  • Osteoporose
  • Fraturas ósseas (em mulheres pós-menopáusicas).
  • Esclerose múltipla.
  • Doenças auto-imunes.
  • Obesidade
  • Cancro do estômago.
  • Asma relacionada com o exercício.

Poderá ainda ter efeitos negativos em vários órgãos, que podem ser independentes do aumento da pressão arterial:

  • Cérebro: aumento da sensibilidade dos neurónios simpáticos.
  • Rins: aumento da excreção de proteína e, diminuição do ritmo de filtração glomerular.
  • Coração: hipertrofia do ventrículo esquerdo.
  • Vasos sanguíneos: disfunção endotelial e aumento da rigidez arterial.

A importância de moderar o consumo de sal

Em vários estudos observou-se uma diminuição significativa da pressão arterial após uma redução modesta do consumo de sal.

Na Finlândia, ao longo dos últimos 30 anos, conseguiu-se obter a uma redução média de 30-35% do consumo de sal, que foi acompanhada por uma redução da pressão arterial da população e ainda uma diminuição de 75% a 80% do risco de morte devido a doenças coronárias e acidente vascular cerebral (AVC). Ao mesmo tempo a esperança média de vida dos finlandeses aumentou em 6-7 anos.

São as refeições pré-preparadas, as carnes processadas, o pão e os queijos que contêm quantidades mais elevadas de sal, mas a verdade é que vários medicamentos também contêm quantidades excessivas deste mineral especialmente os medicamentos, solúveis e dispersáveis .

Verificou-se que os pacientes que ingerem medicamentos que continham sódio tinham um risco 16% mais elevado de sofrer ataques cardíacos, AVC e/ou morte devido a complicações cardiovasculares. Para além disso, também tinham uma probabilidade 7 vezes mais elevada de desenvolver pressão arterial elevada, bem como um aumento de 28% do numero de mortes, em comparação com os pacientes que ingeriram versões sem sódio desses mesmos medicamentos.

Como reduzir o consumo de sal

Verificou-se que é possível reduzir em até 40% a adição de sal a sopas e arroz sem que isso afete o paladar e o prazer hedónico dessas refeições.

Podem ainda ser utilizadas várias estratégias para reduzir a adição de sal, incluindo a utilização de  ervas, especiarias,  vinagre e frutas cítricas como o limão.

No sentido de informar e de auxiliar a população a seleccionar as ervas aromáticas mais adequadas, a Direção Geral de Saúde elaborou um documento com informação útil acerca deste tema.Por último, vale a pena referir que as especiarias e ervas aromáticas têm propriedades bioactivas interessantes que contribuem para melhorar a saúde e aumentar a ingestão diária de vitaminas, minerais e antioxidantes.

Fonte: musculação.net

 

sal

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